|
Salvador, 11 de
agosto de 2008 - Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Bariátrica apontam que o Brasil possui mais de 1 milhão de obesos
mórbidos, número que duplicou na última década. Para combater a
doença, muitos deles buscam alternativas de tratamento, que vão
desde a reeducação alimentar até as cirurgias bariátricas. Mas é
importante ficar atento a alguns pré-requisitos antes de escolher o
procedimento que ajudará a tratar a obesidade, porque a eficácia
dependerá do próprio organismo do paciente, hábitos alimentares e
histórico familiar.
Quem afirma é o endocrinologista da Clínica da Obesidade, Sérgio
Braga. “O primeiro passo para tratar o excesso de peso é procurar um
especialista e avaliar qual o grau da obesidade. A partir daí, ele
indicará a terapêutica mais adequada, avaliando todos os fatores que
interferem, de alguma maneira, no quadro do paciente”, explica
Braga, destacando que a reeducação alimentar e a atividades físicas
devem estar inclusas em qualquer tipo de procedimento.
O resultado do tratamento dependerá muito da força de vontade e
disciplina do obeso e, para muitos, a maior dificuldade é manter o
peso ideal. Foi o que aconteceu com o empresário Marcus Vinícius
Vasconcelos, 37 anos. Há três anos, ele recorreu à redução de
estômago e conseguiu eliminar 30 quilos. Durante esse período,
voltou a se alimentar de forma descontrolada, e não só recuperou o
peso anterior como acrescentou mais cinco quilos na balança. “A
gente pensa que fazer a cirurgia resolverá o problema, mas eu vi que
não é bem assim. Precisa haver uma reeducação alimentar e a prática
de exercícios”, reconhece Vasconcelos.
O empresário está entre os obesos que voltam a engordar após a
cirurgia bariátrica, segundo dados da Sociedade Brasileira de
Cirurgia Bariátrica. Hoje, ele retomou o tratamento da obesidade e
optou por um procedimento menos invasivo, sendo acompanhado pelo
endocrinologista, Sérgio Braga, diretor médico da Clínica da
Obesidade, que fica em Busca Vida.
No local, ele conta com uma equipe médica formada por
endocrinologistas, cardiologistas, psicólogos, nutricionistas,
fisioterapeutas, enfermeiros e educadores físicos. “Sei que preciso
reeducar toda a minha alimentação, por isso resolvi me internar na
Clínica, seguir uma dieta preparada por especialistas e praticar
bastante atividade. Serei mais rigoroso”, afirma o empresário, que
deve receber alta em setembro.
O caso de Marcus Vinícius tem sido cada vez mais comum. A
funcionária pública, Bridija Lopes, também passou pela mesma
situação. Depois de pesquisar diversos tipos de tratamento também
escolheu a reeducação alimentar para ficar em dia com a balança.
“Fiz a cirurgia de estômago, mas engordei tudo de novo. Por isso, em
outubro do ano passado passei três meses na Clínica e consegui
emagrecer e alcançar a minha meta de peso. Mas confesso que antes de
ter feito a redução de estômago, deveria ter iniciado um tratamento
na Clínica para aprender a comer de forma saudável”, aconselha
Lopes.
Para Braga, a recaída dos pacientes pode ser explicada pela alta
expectativa em relação ao procedimento. "O paciente deposita toda a
sua esperança em emagrecer apenas na cirurgia, fantasiando que
apenas a intervenção cirúrgica é suficiente. Só que o tempo passa e
os hábitos continuam os mesmos, principalmente, os alimentares”,
finaliza o médico, que também é membro da Sociedade Brasileira de
Endocrinologia.
Tratamentos:
Os cuidados com a obesidade podem incluir acompanhamento por
especialista, dieta, exercícios físicos, mudança de comportamento,
remédios para emagrecer, procedimentos cirúrgicos e internação
clínica. Na Clínica da Obesidade, o diretor médico, Sérgio Braga,
trata a doença através de internação clínica. Confira, abaixo, mais
detalhes sobre esses tratamentos, além de informações relevantes
sobre outros métodos realizados na atualidade para combater a
doença:
Internação Clínica - Esse tratamento é um dos mais eficazes e
indicados no combate à obesidade. A internação médica em clínica
especializada conta com equipe médica multidisciplinar 24 horas –
endrocrinologista, nutricionista, cardiologista, fisioterapeutas,
profissionais de educação física, entre outros – que aliam diversos
métodos em busca de intensificar o tratamento da doença, como
remédios, dietas, atividades físicas, tratamento psicológico,
reeducação de hábitos alimentares, inclusive, pode ser utilizado
para redução de peso no pré-operatório ou reeducação alimentar no
pós operatório.
Acompanhamento por especialista – O acompanhamento por especialista
é realizado em consultório médico por endrocrinologista ou
nutricionista. A depender do grau da obesidade, o médico prepara uma
dieta de baixa caloria e exercícios físicos para o paciente executar
de forma individualizada. Alguns optam também pela indicação de
remédios que possam ajudar no processo de emagrecimento. A cada
período, que será estabelecido pelo especialista, o paciente volta
ao consultório para uma avaliação periódica para analisar os
resultados do tratamento.
Reeducação alimentar – Independente do tratamento a ser realizado, a
reeducação alimentar é fundamental. Dentre as diversas formas de
dieta alimentar, a mais aceita cientificamente é a hipocalórica
balanceada, na qual o paciente receberá uma dieta calculada com
quantidades calóricas dependentes de sua atividade física, sendo os
alimentos distribuídos em 5 a 6 refeições por dia, com
aproximadamente 50 a 60% de carboidratos, 25 a 30% de gorduras e 15
a 20% de proteínas.
Dietas somente com alguns alimentos (dieta do abacaxi, por exemplo)
ou somente com líquidos (dieta da água) também não são recomendadas,
por apresentarem vários problemas. Dietas com excesso de gordura e
proteína também são bastante discutíveis, uma vez que pioram as
alterações de gordura do paciente além de aumentarem a deposição de
gordura no fígado e outros órgãos.
Exercício - O exercício apresenta diversos benefícios para o
paciente obeso, melhorando o rendimento do tratamento com dieta.
Entre os diversos efeitos se incluem: diminuição do apetite, aumento
da ação da insulina e da massa muscular, redução de gorduras e causa
sensação de bem-estar e auto-estima. O paciente deve ser orientado a
realizar exercícios regulares, pelo menos de 30 a 40 minutos, ao
menos quatro vezes por semana, inicialmente leves e a seguir
moderados.
Medicamentos - A utilização de medicamentos como auxiliares no
tratamento do paciente obeso deve ser realizada com cuidado e sempre
com acompanhamento médico. Dependendo de sua composição, os remédios
apresentam diversos efeitos colaterais, alguns deles bastante graves
como arritmias cardíacas, surtos psicóticos e dependência química.
No que se refere ao tratamento medicamentoso da obesidade, é
importante destacar que o uso de diversas substâncias não apresenta
comprovação científica. Entre elas se incluem os diuréticos, os
laxantes, os estimulantes, os sedativos e uma série de outros
produtos freqüentemente recomendados como "fórmulas para
emagrecimento".
Cirurgia Bariática - A cirurgia bariátrica tem sido um dos
procedimentos mais procurados para combater o excesso de peso por
reduzir a capacidade do estômago, diminuindo tanto a ingestão quanto
a absorção dos alimentos pelo organismo. Entretanto, a cirurgia é
indicada apenas para obesos mórbidos, aqueles cujo índice de massa
corporal é maior que 40 ou aqueles com índice acima de 35 associados
a doenças como diabetes e hipertensão.
A técnica mais utilizada no Brasil, Fobi-Capella, reduz o estômago
de sua capacidade normal de 1,5 litro para 20 mililitros, o
equivalente a meia xícara de café. Esse pequeno pedaço do estômago é
separado do resto, grampeado e religado ao intestino por um anel,
que ainda dificulta a passagem da comida.
Por isso, é preciso estar atento aos pré-requisitos básicos para se
submeter ao procedimento. Ter até 45 quilos acima do peso
considerado ideal e possuir o Índice de Massa Corpórea (IMC) de
35-40 são alguns dos critérios para realizar a cirurgia de forma
segura. Os pacientes que conseguem reduzir 10% do seu peso antes da
cirurgia enfrentam o procedimento com muito menos risco e sujeitos a
menos complicações.
Assessoria de Imprensa da Clínica da Obesidade:
Gabriela Lacerda
Reattor Comunicação
Tel.: (71) 3249-9479 / 8196-4004
E-mail: gabriela.lacerda@reattorcomunicacao.com
MSN: gabriela.reattor@hotmail.com |